Fundação incentiva políticas públicas para o movimento ciclista no DF

De acordo com um estudo do Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal, só em 2017 foram registradas nove mortes de ciclistas em acidentes de trânsito. Em 2016 foram 19 ao todo. Nos últimos 13 anos foram contabilizadas 639 mortes de pessoas enquanto pedalavam. Devido ao preocupante número de óbitos que têm ocorrido com os ciclistas em Brasília, a Fundação da Ordem Social (FOS) teve a iniciativa de apoiar o movimento.

Falta de atenção, uso de álcool, falta de cuidado, negligência e transitar na contramão são alguns pontos causadores de acidentes fatais com ciclistas, segundo o Detran. A bicicleta é um instrumento de mobilidade urbana, não apenas de lazer ou esporte e, por isso, merece atenção e respeito como qualquer outro veículo.

No entanto, as políticas públicas direcionadas ao seguimento são escassas. Pensando nisso, a Fundação, vinculada ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS) será a primeira instituição política a apoiar o movimento dos ciclistas. A ideia é que os primeiros passos se iniciem em Brasília. Júlio César DElia Rieder, mais conhecido como “Japa”, é um adepto do movimento na capital e lidera grupos que se encontram para pedalar.

Apoio ao ciclismo no DF

O Japa esteve na sede da Fundação em um encontro com o presidente Felipe Espírito Santo. Ele decidiu se filiar ao PROS e pretende se candidatar a deputado distrital no DF nas Eleições 2018  para trabalhar em defesa dos ciclistas. Ele pedala há mais de cinco anos no período da noite, geralmente no Parque da Cidade.

“Lá é um ponto seguro de treinamento. Tenho o apoio do Governo do DF, da Polícia Militar, dos Bombeiros, do Detran; tem os cones que eu uso, tem as viaturas que ficam ajudando na segurança. Estamos lá às terças e quintas e é gratuito. Temos gente de toda idade, é muito importante estimular os jovens a praticar o pedal, principalmente em Brasília que não há incentivo ao atleta”.

Ele afirmou ainda que com o tempo o número de ciclistas está aumentando cada vez mais e é uma classe que está abandonada.

“Não há nenhum apoio político real, faltam leis de incentivo ao esporte, como por exemplo, de apoio ao ciclista que quer comprar material. Faltam leis mais severas aos motoristas que atropelam os ciclistas, principalmente quando o condutor está alcoolizado. Então é uma classe que está precisando de uma representação forte e organizada, por isso fiquei motivado a entrar no meio político”, explicou